29/08/2013

A Embarcação (Desconexão)

A Embarcação (Desconexão)


Não conheço todos os sons, os tons,
Apenas gosto daquela canção.

Uma pequena e bela embarcação
Navega o rio que corta sublime uma grande cidade.

Em noites como esta
Anseio pela claridade que a manhã traz.

Nada está errado ou certo demais,
Apenas falta algo convincente para que eu possa fechar os olhos.

Sangue Escarlate

Sangue Escarlate


Percorro-te através das artérias!
Às vezes, cruelmente agitado,
Noutras, calmo e sonolento,
Como uma pressão nove por cinco.

Provoco um incômodo,
Uma coceira e um formigamento.
Proporciono ímpar relaxamento
E prazer imensurável, interno.

Sou seu, rubro, brilhante sob a lua.
Desprezado! Eliminado, continuamente jorrando.
Desejado! Esquecido, me renovo.
Sou a marca e a mancha eterna.

Sou o que te faz pulsar.

19/07/2013

O Céu da Pipa Branca

O Céu da Pipa Branca

Há uma pipa no céu
E ela tem uma cruz preta em seu centro.
Há uma pipa no céu,
Pode não ser a última.
Solitária, faz acrobacias ousadas.

Há uma pipa no céu
E ela é a criança de cinco anos.
É também o revólver carregado.
E sou eu com um bom sorriso
E algumas lágrimas.

Havia no céu uma pipa,
Há cinco minutos,
E não há nuvens.
E todos prosseguem,
Cabisbaixos.

17/07/2013

Dia Dezessete

Dia Dezessete

Vou dar um passeio em seu coração e
Inventar a perfeita canção.
Nadarei em seu suor, inspirando-me e
Transpirando minha felicidade
Em seu corpo doce.

Então apenas feche os olhos e sonhe.

Traduza todas as frases
Refletidas nos espelhos imaginários e
Encare-me com seu largo sorriso,
Sendo o que você nasceu para ser: perfeita.

24/06/2013

O Morador

O Morador

Morador do subsolo,
Não tinha o sol nem quase nada.
Morador do submundo,
Peito rasgado e uma sede louca.

Queria subir,
Mas não até o céu.
Queria fugir
Pelas vielas do labirinto da alma.

Quis fazer arte,
Quis escrever poemas,
Quis fingir ficar,
Quis se libertar,
Quis o que não se quer,
Quis o que não se deve querer.

Morador,
Contentou-se.
Morra a dor,
Rezou. E foi atendido.






19/06/2013

Poema Lúdico do Sol Desenhado

Poema Lúdico do Sol Desenhado


Pairando,
Um deus profano e sacro,
Sou.

Entre os vão escuros
Das inquietantes montanhas
Recito meu poema-vida e minha poesia morte.

Dilemas, chapéus, arcos-nada-íris,
fantasmas, rosas, civilizações,
Camisas, artigos e cores.

Dentro de você purifico-me e danço.
Em você e para nossas estrelinhas de papel 
À morte canto. 

13/06/2013

Jéssica, apenas

Jéssica, apenas

Na estrada estreita,
Na beira do abismo,
Encarei a queda e ela sorriu.
Sorri de volta.

No silêncio da noite pálida,
De brisa fria,
Senti um abraço, um toque em meu rosto.
Tornei-me rei.

Nos sonhos, você.
Ao despertar, você.
No passado, você.
No futuro, você.
Dê-me de presente seu tempo presente.

Te dou o sagrado, o real,
Descubro uma nova América
Próxima ao coração,
Minha, apenas.

No nosso tempo, volte.
Com um beijo nos lábios, volte.
E creia na criação perfeita
Que chamo de nosso amor.

Isto é Sobre um Céu de Desenho Animado

Isto É Sobre Um Céu de Desenho Animado Ela dorme em seda rosa E também em grama verde. E ela sabe tão pouco sobre o mundo Que at...