O Céu da Pipa Branca
Há uma pipa no céu
E ela tem uma cruz preta em seu centro.
Há uma pipa no céu,
Pode não ser a última.
Solitária, faz acrobacias ousadas.
Há uma pipa no céu
E ela é a criança de cinco anos.
É também o revólver carregado.
E sou eu com um bom sorriso
E algumas lágrimas.
Havia no céu uma pipa,
Há cinco minutos,
E não há nuvens.
E todos prosseguem,
Cabisbaixos.
19/07/2013
17/07/2013
Dia Dezessete
Dia Dezessete
Vou dar um passeio em seu coração e
Inventar a perfeita canção.
Nadarei em seu suor, inspirando-me e
Transpirando minha felicidade
Em seu corpo doce.
Então apenas feche os olhos e sonhe.
Traduza todas as frases
Refletidas nos espelhos imaginários e
Encare-me com seu largo sorriso,
Sendo o que você nasceu para ser: perfeita.
Vou dar um passeio em seu coração e
Inventar a perfeita canção.
Nadarei em seu suor, inspirando-me e
Transpirando minha felicidade
Em seu corpo doce.
Então apenas feche os olhos e sonhe.
Traduza todas as frases
Refletidas nos espelhos imaginários e
Encare-me com seu largo sorriso,
Sendo o que você nasceu para ser: perfeita.
24/06/2013
O Morador
O Morador
Morador do subsolo,
Não tinha o sol nem quase nada.
Morador do submundo,
Peito rasgado e uma sede louca.
Queria subir,
Mas não até o céu.
Queria fugir
Pelas vielas do labirinto da alma.
Quis fazer arte,
Quis escrever poemas,
Quis fingir ficar,
Quis se libertar,
Quis o que não se quer,
Quis o que não se deve querer.
Morador,
Contentou-se.
Morra a dor,
Rezou. E foi atendido.
19/06/2013
Poema Lúdico do Sol Desenhado
Poema Lúdico do Sol Desenhado
Pairando,
Um deus profano e sacro,
Sou.
Entre os vão escuros
Das inquietantes montanhas
Recito meu poema-vida e minha poesia morte.
Dilemas, chapéus, arcos-nada-íris,
fantasmas, rosas, civilizações,
Camisas, artigos e cores.
Dentro de você purifico-me e danço.
Em você e para nossas estrelinhas de papel
À morte canto.
13/06/2013
Jéssica, apenas
Jéssica, apenas
Na estrada estreita,
Na beira do abismo,
Encarei a queda e ela sorriu.
Sorri de volta.
No silêncio da noite pálida,
De brisa fria,
Senti um abraço, um toque em meu rosto.
Tornei-me rei.
Nos sonhos, você.
Ao despertar, você.
No passado, você.
No futuro, você.
Dê-me de presente seu tempo presente.
Te dou o sagrado, o real,
Descubro uma nova América
Próxima ao coração,
Minha, apenas.
No nosso tempo, volte.
Com um beijo nos lábios, volte.
E creia na criação perfeita
Que chamo de nosso amor.
Na estrada estreita,
Na beira do abismo,
Encarei a queda e ela sorriu.
Sorri de volta.
No silêncio da noite pálida,
De brisa fria,
Senti um abraço, um toque em meu rosto.
Tornei-me rei.
Nos sonhos, você.
Ao despertar, você.
No passado, você.
No futuro, você.
Dê-me de presente seu tempo presente.
Te dou o sagrado, o real,
Descubro uma nova América
Próxima ao coração,
Minha, apenas.
No nosso tempo, volte.
Com um beijo nos lábios, volte.
E creia na criação perfeita
Que chamo de nosso amor.
Olhos
Olhos
Pele clarinha,
Mãos pianistas.
Nas costas arte
E unhas verdes.
E o rosto, o rosto,
Seu gosto.
E o que sou em nós
E o que és aqui.
Compromissos, cabelos curtos,
Na minha roupa, em minha boca.
Despindo-se, despedaçando-se,
Sobre e sob mim.
Olhos escuros castanhos,
Olhos escuros,
Olhos castanhos,
Olhos em meus olhos.
Pele clarinha,
Mãos pianistas.
Nas costas arte
E unhas verdes.
E o rosto, o rosto,
Seu gosto.
E o que sou em nós
E o que és aqui.
Compromissos, cabelos curtos,
Na minha roupa, em minha boca.
Despindo-se, despedaçando-se,
Sobre e sob mim.
Olhos escuros castanhos,
Olhos escuros,
Olhos castanhos,
Olhos em meus olhos.
O Reino
O Reino
Ele, o rei, andava pelo salão de festas esvaziado.
Fitava as cortinas, os lustres
E encarava o chão.
Ela, a rainha, repousava no imenso quarto
De adornos dourados e pensava.
Na própria vida, nos sonhos desassossegados
E no homem de olhar castanho escuro e secreto.
Ele, o prosaico, sob a sombra de uma árvore sorria levemente
E sentia seu próprio coração batendo em suas mãos.
E sabia mais do que os membros do castelo jamais saberiam.
Era um reino, de um rei insosso e uma rainha altiva.
Era um plebeu, que possuía o resto do mundo e suspirava ao se lembrar
Do suave odor que dela exalava.
Ele a quis, ela quis o mundo, fora do castelo, com ele.
O rei? Se enforcou, solitário, debatendo-se lentamente.
Ele, o rei, andava pelo salão de festas esvaziado.
Fitava as cortinas, os lustres
E encarava o chão.
Ela, a rainha, repousava no imenso quarto
De adornos dourados e pensava.
Na própria vida, nos sonhos desassossegados
E no homem de olhar castanho escuro e secreto.
Ele, o prosaico, sob a sombra de uma árvore sorria levemente
E sentia seu próprio coração batendo em suas mãos.
E sabia mais do que os membros do castelo jamais saberiam.
Era um reino, de um rei insosso e uma rainha altiva.
Era um plebeu, que possuía o resto do mundo e suspirava ao se lembrar
Do suave odor que dela exalava.
Ele a quis, ela quis o mundo, fora do castelo, com ele.
O rei? Se enforcou, solitário, debatendo-se lentamente.
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