27/01/2012

É Mais Uma Daquelas Dores Fingidas Perfeitamente


É Mais Uma Daquelas Dores Fingidas Perfeitamente

Coração tranquilo, sentidor e sem sentir dor, inventa-a.
Amor calmo, como chá morno e adoçado com açúcar mascavo.
O ser, o ter, não ter, reter, crer, viver até quase, quase, morrer.

Metade da metade da metade, eu grito: - É tudo, não é nada, eu odeio.
Ter partido, ter voltado, a saudade revoltante, os grilos-bichos-vespertinos da minha estante.
Existe sim, mas não assim crianças, não como escrevi. É como senti.

É inventado? Já não sei mais.  

21/01/2012

Cartas


Cartas

E que as cartas de amor, sobre o amor, para o amor, sejam para sempre escritas. Para durar e ter cheiro do próprio amor.

24/12/2011

Culpa

Culpa

Não tenho culpa por sua infelicidade e destempero. Se tenho alguma culpa, e poderia assumi-la com facilidade, é apenas por não ser a mulher mais feliz do mundo.


24/11/2011

Novembro

Novembro

Tantas palavras, tantos desenhos, tantas dores, tantas cores e até flores,
Tantos olhos, poucos olhares, desleixo e um desfecho.
Terapeuta, homem, mulher, voyeur, 
Prostituta, pai, madrasta, padre, ladrão, seis irmãos.

E novembro é o mês onze. O-N-Z-E.
E depois dizem que há um sentido lógico que rege a universalidade.
E depois dizem que antes era uma fábula,
E antes diziam que o futuro teria brilho.


28/10/2011

A Vida de uma Sobrevida

A Vida de uma Sobrevida

Contra as hipóteses, os argumentos e possibilidades.
Contra o que é do contra, contra o que é a favor do contra,
E já sem saber do que é a favor.

Nascer no caótico olho do tornado e ser.
Sim, ser! Inexistir era impossibilidade para quem
Um planeta carregava com pequeninas mãos.

E foi desta maneira incerta, honesta, confusa e destra.
Trancafiada numa jaula sem chaves.
E é assim, como deve ser, mas não como poderia.

Faz milagres e vive,
E doa-se, e cria uma nova vida, quando já parecia impossível optar.
E continua sendo o contra, o contrário, o inacreditável.

A felicidade mora num canto onde poucos procuram.



20/10/2011

Dia Vinte e Dois


Dia Vinte e Dois

O giz amarelo rabisca, sem pretensão, a parede do quarto, onde
O índigo olhar curioso de uma criança compreende mais que os deuses imaginariam.
O ouro se torna um papel amassado com mãozinhas verdes nele tatuadas,
E vaga, tranquilamente, pela eternidade da alma que deixou de ser vã ou cinza.

O arco-íris, do vermelho ao violeta incandescente, e a alva pele com pequenas sardas
É naturalmente o contraste visível desta doce existência.
E no caótico movimento dos seres pelas cores da cidade, defino que
O amor transcende a compreensão e nos desperta para um simples milagre: a vida. 


* Homenagem a minha filha, Giovanna Brighentti Correa.


19/10/2011

Todo o Tempo


Todo o Tempo


Sentindo o impossível, impassível prossigo,
E a cada minuto, se esvai um tempo que nem era meu.
O cabelos curtos e brancos, o sol atrás de nuvens críticas,
Todo o processo, amargo e adorável, de não saber o que houve.

Volto-me contra o próprio ego, e aprendo a respirar em silêncio,
Dando saltos e louvando os mais altos cachos de uva,
Que cedo ou tarde caem e me cansam, e ficam brandos,
E dão vida à uma nova terra.

Sempre e sempre e sempre e nunca!
Com versos sem rimas e estrofes de quatro linhas.
Que conforto esta xícara de café me traz, e agora quase nada me atrai, mas você...
Pouco mais de 14 horas, pouco mais de 30 anos, pouco mais que o meio.

Uma canção ao fundo de meu espírito, de meu ouvido, de meu todo.
Todo o tempo passado, todo o tempo futuro,
Todo o tempo sem você, todo o tempo ao seu lado,
Todo o tempo, todo o tempo.

Isto é Sobre um Céu de Desenho Animado

Isto É Sobre Um Céu de Desenho Animado Ela dorme em seda rosa E também em grama verde. E ela sabe tão pouco sobre o mundo Que at...